As férias foram boas. A chuva só apareceu a espaços, o sol foi bom e a companhia estava a condizer. Infelizmente, a minha internet é uma porcaria e só hoje, quase três dias depois, pude finalmente aceder ao blogue.
Quanto ao resto, o Rui Afonso tinha razão: GEB é bom, muito bom, mesmo. O autor, Douglas Hofstadter, classificou-o como uma tentativa de explicar como a consciência pode emergir naturalmente de determinados padrões imateriais.
O resultado é um livro apaixonante, intrigante, denso e tremendamente complexo. Mas também é pesado e, por vezes, bastante árido. As primeiras 120 ou 150 páginas são dedicadas a sistemas formais e na página 200 ainda não se percebeu bem aonde é que o homem quer chegar. A Metodologia da Economia e A Pobreza do Historicismo, de Popper, têm disputado com GEB a minha atenção nos últimos dias.
Entretanto, já tenho quarto em Lisboa. A velhinha é uma simpatia, e a casa está impecável. Só dispensava a foto XXL de Nosso Senhor Jesus Cristo na parede junto à cama. A senhora disse que é para me proteger – basta acreditar; mas eu penso que o efeito é o mesmo quer para quem acredita quer para quem não acredita…
Ah, e o Phillipe tinha razão no prognóstico: The Dark Knight é mesmo o melhor Batman de sempre. A história foi bem conseguida (muito melhor do que qualquer dos últimos três filmes) e Heath Ledger tem um papel fabuloso como Joker. Jack Nicholson fica a léguas.