Pakistan’s war

Zakaria, na Newsweek:

One thing is for sure. If the two parties which together won almost two thirds of the vote adopt a forthright anti-terror strategy, it will be seen as a Pakistani strategy, not one being directed by the Army or the Americans. Until now, the battles against militants have been seen as America’s obsession. What democracy could do is make Pakistanis understand that this is their war.

O ComUM impresso foi lançado

Vermelho. Incómodo. E com putas putas na capa.

Esta é para ir treinando os títulos sensacionalistas muito sensacionalistas.

Brutal

Tão brutal que, apesar de só citar três parágrafos, recomendo a leitura completa dest post do Que Treta!.

Para Isaac Newton a gravidade era obra de Deus. Newton considerava absurdo que a matéria tivesse a capacidade natural de se atrair através do espaço. Esta força tinha que ser um dom especial concedido e mantido por Deus. A geologia antes de Lyell, a biologia antes de Darwin, a arqueologia, a história e muitas outras disciplinas tinham Deus como objecto de estudo exactamente da mesma forma que a física moderna tem o electrão como objecto de estudo. Deus era, como o electrão é, um conceito central na explicação de um grande número de fenómenos. E nessa altura parecia muito estranho que Deus não correspondesse a algo real.

O que mudou entretanto não foi o método da ciência. Foram as explicações. Einstein, munido das equações de Maxwell, partiu de um princípio diferente: a velocidade da luz é uma constante universal. Tem que ser a mesma aqui, numa nave espacial ou em Júpiter. E dai nasceu a relatividade, uma explicação muito melhor que a de Newton. Não é melhor por não ter Deus. Isso não importa. É melhor porque explica mais coisas e com mais rigor. Mas além de ser melhor não tem Deus, e por isso Deus saiu desta explicação.

O que aconteceu com a física aconteceu com a biologia, a geologia, a bioquímica e o resto da ciência. Sistematicamente, as explicações melhores eram explicações sem Deus. A ciência não expulsou Deus por questões ideológicas. Deus simplesmente murchou e caiu por falta de utilidade. Como o calórico, o éter, o flogisto e tantas outras ideias que pareceram boas na altura mas que, afinal, não eram.

É bem comum, estúpido

Quando não mete sexo e Deus ao barulho, César das Neves é um nome incontornável do DN:

Parte-se da imagem que a saúde ou escola privadas são mais caras que as públicas, o que é evidentemente falso. Os custos dos serviços particulares são visíveis e pagos pelos utilizadores, enquanto os públicos, escondidos na confusão do Orçamento, são também pagos pelos mesmos contribuintes. Só que quando o pagador está a olhar, as coisas são diligentes e económicas, enquanto os desperdícios que a capa pública esconde são impossíveis de medir.

No entanto os governos vêm usando os impostos que retiram aos contribuintes para criar serviços que competem com as escolhas dos mesmos contribuintes. Tudo é feito com o pretexto de virtuoso serviço à nação e com o aplauso de professores, médicos e outros funcionários, que preferem a segurança pública à maçada de ser julgados pelos resultados. De facto estar no mercado, depender da satisfação dos clientes e só receber quando se produz qualidade é um grande aborrecimento.

Se é assim em todos os sectores, na Educação, cujo objecto directo é a ideologia, o propósito ganha novos contornos. Nas escolas trata- -se de formar as consciências da juventude e o Estado não quer perder esse precioso instrumento de poder. O cerco que tem feito ao ensino privado e livre tem sido implacável e cruel. A retirada dos subsídios aos ATL, a construção de escolas do Estado junto a estabelecimentos privados e outras medidas têm este objectivo totalitário.

Mais um contributo da Igreja Católica para um mundo melhor

Em Manila, nas Filipinas, não há preservativos, nem pílulas, nem aborto. Política de saúde, apoiada pela Igreja. O Papa não dorme descansado quando num recanto do planeta alguém comete o pecado de usar um bocado de plástico para ter relações sexuais. É pecado. É contra-natura. É contra os desígnios do Senhor. É ter pila e viver no Vaticano em vez de ser mulher e viver em Manila.

Graças a esta atenciosidade da Igreja Católica, em Manila as mulheres são mais pobres, as crianças mais indigentes e as famílias mais problemáticas. Há quem morra por problemas de saúde ligados a gravidezes tardias e há quem tenha de passar pela agonia de não poder alimentar um filho. Mas nem tudo é negativo. O Papa, pelo menos, pode dormir descansado.

Grande, pesado, com quatro pernas e uma tromba. E branco.

No Público:

Embora reconheça que, “naturalmente, Portugal está agora mais desenvolvido”, Cavaco Silva advertiu que o país tem de saber se tem “todos os recursos necessários para organizar um Mundial”.

Isto é ridículo. Se não tiver recursos, pede emprestados. Além do mais, um Mundial de futebol tem todas as características do investimento público de elevado efeito multiplicador a que estamos habituados: é caro, mete a construção civil ao barulho, é grandioso e é um desígnio nacional. Ah, e em casa ninguém nos pára, carago!

Encarar a realidade

O filtro dá jeito como armazém de artigos mas é trabalhoso. E, convenhamos, é uma paneleirice. Sendo assim, ponho-lhe um fim aqui e agora. Que descanse em paz. Aqui na barra ao lado.

09/02/08

07/02/08

06/02/08

« Older entries