Junho 23, 2008 às 1:49 am (Desporto, Portugal)
1. Qualquer português percebe mais de táctica do que o Scolari. O Scolari comete erros óbvios que nenhum português cometeria, tais como colocar o Cristiano Ronaldo na esquerda e manter um meio-campo com uma média de alturas de 1,70m. Os erros são tão óbvios que a insistência apenas se explica com a burrice do Scolari (que, aliás, foi campeão do mundo).
2. Os portugueses pensam que a selecção nacional é um portento do futebol europeu, bastante acima de qualquer outra selecção. Só assim se explica que a eliminação contra uma das equipas mais galardoadas da Europa seja vista como um falhanço a todos os níveis.
3. Os portugueses traçam expectativas irrealistas tendo em conta o passado histórico. Portugal nunca ganhou uma competição mas os portugueses fazem questão de colocar a equipa nacional entre os favoritos para a vitória. Isto é mais ou menos o mesmo que dizer que o SC Braga é favorito num ano em a safra do defeso tenha sido boa.
4. Os portugueses não fazem ideia da natureza profundamente aleatória de um jogo de futebol. Só assim se explica que condenem um treinador por causa de um jogo. Os jogos são em grande parte ditados por factores aleatórios (e por isso é normal equipas fracas ganharem competições em jogos a eliminar mas não o fazerem durante campeonatos disputados de forma comulativa). A qualidade é um parâmetro que apenas se avalia no longo prazo.
5. Os portugueses não têm critérios estáveis para a avaliação da qualidade. Peroram contra o treinador responsável pelo melhor período de sempre da selecção, depois de euforias várias com treinadores que fizeram bem menos.
6. Os portugueses conseguem avaliar escolhas na base das quais está informação à qual não têm acesso. Grande parte das opções de um treinador é tomada com base em dados dos quais ninguém de fora do grupo técnico sabe alguma coisa.
7. Os portugueses são óptimos a fazer previsões a posteriori. O guarda-redes Ricardo foi criticado em 2004 por não estar em forma, críticas que se repetiram agora. Em 2004 foi herói e as críticas desapareceram. Em 2008 foi vilão e as críticas mantiveram-se. No final, é fácil ouvir-se: «Eu bem avisei que aquele tipo não presta».
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Junho 14, 2008 às 10:49 pm (Corporativismo, Economia, Política Nacional, Portugal, Uncategorized)
A caixa de pandora, no Diário de Notícias.
“O Governo tem de nos ouvir. Queremos combustíveis mais baratos e gasóleo agrícola com maior desconto”, reclama a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), especificando que o desconto sobre o gasóleo verde deverá passar dos actuais 37,2 cêntimos por litro para 75 cêntimos para compensar o agra- vamento dos preços.
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Junho 12, 2008 às 11:08 pm (América Latina, Política Internacional)
Os cubanos renderam-se ao capitalismo selvagem. No El País.
El Gobierno de Raúl Castro ha dado de plazo hasta el mes de agosto para que todas las empresas estatales comiencen a aplicar un nuevo sistema de “pago por resultados”, que elimina los topes salariales y establece como principio general que cuanto más produzca un trabajador, más sueldo ganará. La medida liquida el “igualitarismo salarial” que ha imperado en Cuba durante décadas y, según analistas, es la disposición económica más realista y trascendente adoptada desde que Fidel Castro abandonó el poder debido a una grave enfermedad.
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Junho 9, 2008 às 11:28 pm (Economia, Portugal)
Alfredo Bruto da Costa sabe como combater a pobreza. A solução é aumentar os salários e democratizar as empresas. Isto é curioso. Portugal é, provavelmente, o país com mais gestores de bancada do planeta. Infelizmente, o número é inversamente proporcional à quantidade de empreendedores dispostos a criar uma empresa.
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Junho 8, 2008 às 12:40 am (Pessoais)
Andei à procura do estudo “Um olhar sobre a pobreza”, do Bruto da Costa, mas não deu em nada. Alguém sabe onde posso sacar o documento - ou se o estudo é público, sequer?
Sexo, Pamela Anderson, Lindsay Lohan, Kylie Minogue, Scarlett Johansson, Britney Spears, Adriana Lima, Anna Kournikova, Carmen Electra, Charlize Theron, Christina Aguilera, Eva Longoria, Gisele Bundchen, Jessica Alba, Laetita Casta (forma rápida de garantir que alguém vai ler este post, embora seja possível que o público atraído através desta forma não seja o mais capaz de responder à pergunta).
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Junho 5, 2008 às 11:55 pm (Economia, Portugal)
Uma das coisas mais engraçadas com a subida dos preços do petróleo é a obsessiva necessidade, manifestada pela maior parte das pessoas, de arranjar um culpado para queimar em praça pública. Já foram os impostos, já foi o cartel, já foram os especuladores. Só falta culparem a oferta e a procura. Mas, tendo em conta a última proposta do BE (e que comentei aqui), penso que já estivemos mais longe disso.
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Junho 5, 2008 às 11:48 pm (Blogosfera, Pessoais)
Hoje sete pessoas chegaram a este blogue googlando a frase «homens a levar no cu». Leram bem: «homens a levar no cu».
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Junho 3, 2008 às 12:22 am (Economia, Recomendado, Teoria Política & Social)
João Marques de Almeida, no Diário Económico.
A verdade é que nem tudo é inocente. A ‘pobreza’ justifica um ‘Estado grande e pesado’. Por cada ‘pobre’, há um ‘funcionário’ que ‘combate’ a ‘pobreza’. Temos aqui um círculo vicioso: as forças políticas que se alimentam, com muita demagogia e muito populismo, da ‘pobreza’, precisam dos ‘pobres’ para aumentar o seu poder. Não é só a ‘pobreza’ que dá força à extrema-esquerda. É o poder da extrema-esquerda, nos sindicatos, nas corporações profissionais, na comunicação social, que impede as reformas necessárias para combater a ‘pobreza’. Eles sabem muito bem que se um dia Portugal fosse um país rico, eles desapareceriam da vida política. Basta olhar para o que se passa nos outros países europeus, começando com Espanha que nas últimas eleições afastou as forças radicais de esquerda do parlamento.
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Junho 2, 2008 às 11:46 pm (Economia, Portugal)
Parece que Portugal é o país mais desigual da Europa. Os 20% mais ricos ganham cerca de 7 vezes mais do que os 20% mais pobres. Mas a pobreza tem características muito particulares. Mais de 70% dos pobres têm casa própria e gastam cerca de 10% do seu rendimento em hotelaria e restauração. Nada mau.
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